Reflexão

As oportunidades que a crise nos dá

Reinventar o mundo que nos rodeia 

Durante anos fomos alimentados com a noção de que a felicidade se encontrava em algo exterior e que podia ser “conquistada” através do simples consumo de objectos e de brinquedos que a sociedade nos oferecia. Ao mesmo tempo que tal ia acontecendo, íamos também estando cada vez mais “desligados” do mundo que nos rodeava, afastando-nos da família, dos amigos e deixando de fazer as actividades que realmente nos davam prazer para simplesmente vivermos no limbo entre um trabalho, muitas vezes quase que “escravizado” para ganhar dinheiro, e o consumo desenfreado na busca de emoções de consumo rápido (ex. compras, experiências, sexo, etc.). Fomos entrando num marasmo mental e emocional, distraídos por politiquices, novelas de baixo calibre, futebóis e outros carnavais.

 

Apesar deste consumo de “prazer”, no entanto, os índices de felicidade não aumentaram. Por exemplo, em 1957, 52% dos britânicos diziam-se Muito felizes. Em 2005, apenas 36% o declaravam, apesar da riqueza ter triplicado! Mas nem é preciso ir tão longe. Basta olhar para muitas das pessoas mais ricas e famosas do nosso planeta e ver que muitas delas são extremamente infelizes, afundadas em problemas como drogas e álcool, provavelmente porque chegaram ao “topo”, “venderam a alma” pelo caminho e viram que no final... não eram felizes na mesma. Alguém tem dúvidas, por exemplo, que o rei do Pop era uma pessoa extremamente infeliz e angustiada nos últimos anos de vida? Ou que o “nosso” Ronaldo passa verdadeiros infernos devido à falta de privacidade, vivendo “preso” dentro de uma gaiola dourada? Ele próprio disse que, se pudesse, o que gostava mais de fazer era de ir passear a um centro comercial com os sobrinhos.

 

Ao fim de vários anos de suposta prosperidade material eis que somos de repente (?) assolados com uma crise financeira à qual ninguém pode ficar indiferente. A maioria, endividada até ao limite para poder comprar o que a sociedade lhes exigiu (ex. casa, carro, LCD, marcas, etc.), fica automaticamente “debaixo de água” e sem saber como respirar. Isso gera muita angústia e desespero, para não falar em fome, em muitos dos casos. É nesse cenário de caos que emergem actualmente muitos “salvadores”. Pessoas que oferecem soluções fáceis e rápidas para problemas que são estruturais e que não mudam de um dia para o outro.

 

Algumas pessoas, habituadas a consumir, aceitam essas soluções fáceis e iludem-se, por momentos, que estão felizes, confundindo muitas vezes simples emoções fugazes de euforia e prazer com aquilo que realmente é a felicidade. Optam pela ilusão de que um simples “bater de palmas” lhes vai curar a vida ou que um comprimido lhes vai trazer felicidade. Não que em certas alturas isto não possa ser útil ou até necessário para tirar a pessoa do marasmo, mas a mudança verdadeira creio que se faz caminhando, todos os dias, com consciência, com disciplina e com muito trabalho interior.

 

Apesar da crise vivemos uma altura fantástica nas nossas vidas. Temos a oportunidade de nos reinventarmos enquanto indivíduos e enquanto sociedade. De mudarmos paradigmas mentais, políticos e sociais. De procurarmos novas soluções mais equilibradas, ecológicas e sustentáveis. De “reconquistarmos” a nossa felicidade.

 

Mas para isso acontecer, não adianta esperar que seja nenhum “salvador” a trazer a solução. Muito menos um político. A atitude tem que partir de cada um de nós. Isto é da SUA responsabilidade.

 
Happiness Explorer
Element B Trainer 


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